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REFLEXÃO

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O MESSIAS SOFREDOR

Comentário ao Evangelho
(Marcos 8,27-33)

O processo de compreensão da pessoa e da missão de Jesus foi paulatino. As opiniões desencontradas a respeito da identidade do Messias vindouro impediam que as pessoas se aproximassem dele com objetividade. Com muita facilidade eram projetados em Jesus os preconceitos messiânicos, em voga na religiosidade popular.

Havia quem pensasse ser ele João Batista reencarnado. Sua liberdade diante do poder político e religioso, a concentração de multidões em torno dele, sua vida pobre e despojada podem ter motivado essa interpretação. Outros julgavam-no ser Elias que voltara após ter sido levado para o céu numa carruagem de fogo. E tinham motivos para isso. Como Elias, Jesus fizera da Galiléia seu campo de atuação: realizava milagres, combatia um tipo de religião que excluía Deus e denunciava as injustiças. Por não ter experimentado a morte, o povo julgava que Elias voltaria no fim dos tempos. Isto teria acontecido na pessoa de Jesus. Outros consideravam-no como a reencarnação de um dos antigos profetas.

O que Jesus pensava de si mesmo era bem diferente. Ele, de fato, era o Messias. Contudo, espelhava-se na figura do Servo Sofredor. Sua fidelidade a Deus haveria de causar-lhe sofrimento, rejeição e morte. O Pai, porém, mostraria seu amor por seu Filho, ressuscitando-o. Afinal, sua vida, apesar dos sofrimentos, estava nas mãos de Deus.

Oração

Pai, revela-me a verdadeira identidade de Jesus, servo fiel, cuja vida esteve totalmente entregue em tuas mãos. E dá-me a graça de, como ele, ser fiel a ti.

Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica.

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