Comentário ao Evangelho
(João 20,2-8)
O evento da ressurreição de Jesus desencadeou as mais diversas reações por parte dos discípulos. Na cena evangélica que hoje contemplamos, é possível captar três amostras deste fato.
Maria Madalena manifesta um profundo amor a Jesus. Apesar da morte de cruz, sua afeição por ele não arrefeceu. Por isso, na manhã do primeiro dia da semana, quando a Lei permitia a retomada das atividades cotidianas, ela se dirigiu ao sepulcro. Sem dúvida, para chorar a perda do amigo querido. Foi quando constatou que o túmulo estava aberto, com a pedra sepulcral removida. Sua primeira explicação foi: roubaram o cadáver do Mestre, para colocá-lo num lugar desconhecido. Terrível experiência para quem não antevia a possibilidade da ressurreição!
Simão Pedro e o discípulo amado expressam também suas atitudes diante da ressurreição. Pedro, ao ser informado, por Maria Madalena, do que havia acontecido, saiu apressado em direção ao túmulo. Aí chegando, limitou-se a fazer uma constatação minuciosa do local. Nada mais! O discípulo amado, porém, diferentemente de Maria Madalena e de Simão Pedro, foi capaz de ir além da mera constatação, e chegar à fé. Ele viu e acreditou. Ou seja, percebeu que a hipótese de furto devia ser descartada, porque aquele que fora ali sepultado, ressuscitara para a vida, por obra do Pai. E, vivo, haveria de ser reencontrado.
Oração
Espírito de fé no Ressuscitado, a exemplo do discípulo amado, faze-me professar a fé no Senhor que está vivo e presente em nosso meio, sempre pronto a nos ajudar.
Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica.