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REFLEXÃO

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

UM AMOR DESCONCERTANTE

Comentário ao Evangelho
(Lucas 15,1-10)

As "parábolas da misericórdia" falam-nos do amor desconcerte de Deus. Este não encontra paralelo nos esquemas humanos de comportamento. Consiste numa proposta de atitude dirigida aos discípulos, visando levá-los a imitar o modo divino de agir. Eles deveriam desconcertar o egoísmo do mundo, a exemplo do Pai.

Como um pastor zeloso por seu rebanho, Deus está interessado em cada ser humano, especialmente em quem se afastou dele e erra nos caminhos do pecado. Vai em busca de quem se perde, pois sua atenção se volta para os pecadores e transviados, mais que para os bons e justos. E o reencontro é motivo de imensa alegria. Como a mulher vai pressurosa à procura da moedinha perdida, vasculhando todos os cantos da casa e se regozija quando a encontra, Deus exulta quando um pecador se converte.

O Pai coloca a mais total confiança na pessoa humana, e jamais perde a esperança de que possa retomar o bom caminho. Também recusa-se a condenar, desdobrando-se em interesse pelo pecador. Só descansa ao vê-lo retornar à casa paterna.

A magnanimidade do amor divino é um convite aos discípulos para se lançarem na busca de quem se recusa a acolher o amor de Deus. O Pai não suporta ver um só de seus filhos longe de seu coração.

Oração

Pai, quero ser contagiado por teu amor desconcertante que vai em busca do pecador e se alegra ao vê-lo voltar à comunhão.

Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica.

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