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REFLEXÃO

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O CONVITE DIVINO

Comentário ao Evangelho
(Lucas 14,15-24)

A exclamação do convidado – "Feliz de quem comer o pão no Reino de Deus" – baseia-se numa concepção da época, segundo a qual este Reino era comparado a um banquete alegre e festivo.

Aproveitando esta deixa, Jesus passou a falar do banquete celeste, deixando de lado o banquete humano em que se encontrava, e que lhe servira de pretexto para transmitir ensinamentos oportunos aos presentes.

A parábola apresenta dois tipos de convidados para a festa do Reino. Os primeiros são pessoas de peso social e econômico. Estes têm muitos motivos para recusar o convite. As preocupações com a compra de uma nova fazenda, o negócio em torno da aquisição de gado, as próprias bodas de casamento são todos motivos considerados válidos para se darem por desculpados e recusarem o convite do amigo. Os segundos são os que estão pelas praças e ruas da cidade, vítimas da marginalização social – os pobres, aleijados, cegos e coxos. São convidados a ocupar o espaço desprezado pelo primeiro grupo. Estes são insistentemente motivados a aceitar o convite e se fazerem presentes ao banquete. E a casa ficou repleta pelos que, num primeiro momento, tinham sido esquecidos.

Na mira de Jesus estavam os líderes religiosos da época. Pensando ter precedência no Reino, seriam excluídos por pura insensatez. Seu lugar seria ocupado pelos pagãos e pecadores aos quais desprezavam. Estes, sim, teriam o prazer de participar das alegrias do Reino.

Oração

Pai, tu me convidas cada dia para participar das alegrias de teu Reino. Que eu saiba acolher teu convite paterno, fazendo-me solidário com os pobres e os deserdados deste mundo.

Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica.

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