HOMILIA DIÁRIA
(2 Cor 8, 1-9 / Mt 5, 43-48)
“Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos
e rezai por aqueles que vos perseguem!’”
(Mateus 5,44).
A vivência do amor
é a grande exigência da nossa fé. Ter fé em Deus não é o mais difícil, mas
amarmos a Deus e amarmos uns aos outros é a grande demonstração do nosso grau
de fé, porque amar é muito exigente, amar não é simples.
Só conseguimos
amar verdadeiramente se nós temos uma verdadeira experiência de fé com o Deus
vivo e verdadeiro. Quando a nossa fé n’Ele é autêntica, nós O amamos de
verdade, prostramo-nos na presença d’Ele e Ele injeta o Seu amor em nós.
É o amor que nos
leva a amar os nossos inimigos. Talvez, não tenhamos inimigos declarados, mas
há aqueles que se comportam como nossos inimigos, não nos querem bem, falam mal
de nós, tramam contra nós, não comungam conosco, não gostam de nós.
Amemos, mas não é
amar com amor bajulação, amor falso e hipócrita: “Nossa, eu gosto tanto de
você!”. Não precisa nem falar nada. Ame com obras, com atitudes, e a primeira e
verdadeira atitude de amor que podemos ter é orarmos por quem nós precisamos
amar.
Temos de amar com
o sentimento e o afeto do coração, porque a oração é aquilo que brota da nossa
alma e do nosso interior, do nosso coração. Por isso, a oração é a uma resposta
de amor.
Há pessoas que me
fizeram mal. Em algum momento da minha vida, deixaram uma marca negativa dentro
de mim. Lembrar-me daquelas pessoas me fazia muito mal, então, eu peguei a
Palavra do Evangelho e comecei a rezar nominalmente por aquelas pessoas e
situações. Talvez, tenha uma boa vantagem alguém não me querer bem, porque
receberá a minha oração de uma forma até mais intensificada. E como eu orei de
verdade, como me fez bem, como me libertou, como me redimiu, como colocou o meu
coração na vanguarda da fé!
Amarmos a Deus e amarmos uns aos outros é a grande
demonstração do nosso grau de fé
É preciso orar,
mas não é para rezar uma Ave-Maria por quem não nos quer bem, precisamos orar
nominalmente. A pessoa tem nome, reze para que ela seja abençoada, porque o
que, no fundo, exprimimos é maldição para quem nos prejudicou em alguma
situação da vida.
O Evangelho
precisa ser muito concreto em nós. Precisamos ter decisão de oração, porque
isso vai ser uma libertação para nós. E essa bênção vai atingir, desfazer o mal
feito, vai dar uma direção, seja lá o que for. É importante que,
evangelicamente falando, não nutramos ódio por ninguém, mas amemos por todos.
Vamos gostar de
pessoas mais afins, mas existe um amor diferenciado, é o amor cáritas, amor caridade,
é o amor de Deus para conosco. Não podemos negar esse amor para ninguém nem
para quem nos prejudicou da pior forma nessa vida. É só esse amor que salva.
O amor é a maior
exigência da vida, e para bem viver a vida, precisamos amar.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da
Comunidade Canção Nova