HOMILIA DIÁRIA
(At 8, 26-40
/ João 6,44-51)
“Quem comer deste pão viverá eternamente. E o
pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”
(João 6,51).
A afirmação de Jesus é essa: “Eu sou o pão da
vida”. Até agora, conhecemos apenas o pão – e existe pão de mel, pão doce e
salgado, tem pão para muitos gostos –, mas só há um que é o Pão da vida, só há
um Pão que dá a vida e preenche a nossa vida, e esse pão se chama Jesus.
Jesus alimenta aquele que O recebe e acolhe. Se
acolhemos e recebemos Jesus, somos também alimentados por Ele, e Ele nos
alimenta para vivermos eternamente.
A ciência até trabalha para prolongar a vida
humana, para que ela possa durar mais, mas todo o esforço da ciência será
inútil para eternizar a vida humana. Aquele que nos deu a vida deu-nos a chave
da ciência para cuidar das próprias doenças que vieram macular a vida humana,
mas o Deus da ciência, a imortalidade pertence somente a Ele, como a eternidade
feliz e bem-aventurada só pertence a Ele. Não é uma questão de viver para
sempre na Terra, a questão é vivermos para sempre na presença de Deus.
A eternidade não é vida após a morte. A eternidade
é começar a viver em Deus e jamais morrer, pois quem come deste pão não
conhecerá a morte, nunca morrerá. Todos nós estamos atribulados, preocupados e
medrosos, com um verdadeiro temor de enfrentar a morte, mas só tem medo dela
quem não tem a vida em Deus, porque a vida de Deus em nós não nos permite
experimentar a morte, mas permite adormecer e acordar para sempre nos braços
d’Ele, permite-nos viver, já aqui na Terra, a eternidade que Ele trouxe para
nós.
A vida eterna é o acréscimo, porque Jesus é o Pão
da vida, que nos preenche e dá razão e sentido à nossa vida
Saboreamos as primícias da vida eterna quando nos
alimentamos de Jesus, quando nos saciamos e nos preenchemos d’Ele. A vida
eterna é o acréscimo, porque o Senhor preenche, dá razão e sentido à nossa
vida.
Aqui é uma promessa: “O pão que eu darei é a minha
carne para a vida do mundo”. É claro que, quando Jesus fez esse discurso,
estava se referindo à carne d’Ele, que Ele mesmo daria. A carne que Ele deu na
Eucaristia é a mesma carne, o mesmo corpo que foi pregado na cruz. É a mesma
carne e o mesmo corpo que ressuscitou glorioso.
O corpo que estava no ventre de Maria, que nasceu
para ser o nosso salvador, tornou-se alimento na Eucaristia e na cruz. É por
isso que a missa é o sacrifício não cruento do próprio Cristo, é o próprio
altar, é o próprio calvário onde Jesus está se doando, onde o Seu corpo está
sendo entregue e Seu sangue sendo derramado para nos encher e alimentar.
Precisamos nos alimentar de Jesus, precisamos
recebê-Lo, para que a vida de Deus esteja em nós.
Deus
abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova