Comentário ao Evangelho
(João 14,1-6)
A certeza da presença do Ressuscitado deveria ter infundido segurança e coragem à comunidade cristã. Não faltaram, entretanto, elementos de perturbação, e as dificuldades se multiplicavam.
A comunidade, porém, tinha motivos para permanecer tranqüila. O Ressuscitado não a havia desamparado, antes, fazia-lhe promessas altamente consoladoras. Ele estava de partida para junto do Pai, onde iria preparar um lugar para seus discípulos. Depois, voltaria para tomá-los consigo, a fim de que estivessem em comunhão com ele, para sempre. O Ressuscitado era o Caminho pelo qual os discípulos, doravante, poderiam chegar ao Pai. Esse Caminho verdadeiro haveria de fazê-los obter a vida.
Seria impossível deixar-se convencer pelo Ressuscitado, a não ser acreditando nele e em suas palavras. Não uma fé superficial, mas uma fé tão profunda igual à que as pessoas colocavam em Deus. Do mesmo modo que os antigos colocavam fé em Deus, agora era preciso crer em Jesus e nas promessas que ele fazia.
A comunidade estava diante de um desafio. Somente pela fé seria possível dar crédito às palavras de Jesus. Sem ela, suas promessas poderiam ser tomadas como delírio de quem não sabe o que diz. Pela fé, porém, era possível estar certo de que o Ressuscitado tinha como tarefa preparar um bom lugar, junto do Pai, para os seus.
Oração
Senhor Jesus, dá-me uma fé profunda que me leve a crer sinceramente em tuas promessas e a esperar a comunhão futura, na casa do Pai.
Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica.