Comentário ao Evangelho
(João 15,9-11)
Jesus confiou aos discípulos a tarefa de dar continuidade à sua missão. Como o Pai o havia enviado, também ele enviou aqueles que se lhe mostraram fiéis. Esta comparação ajuda a compreender a missão do discípulo.
O envio do Pai visava a salvação do mundo. Da mesma forma, o envio feito por Jesus. O Pai quis comunicar vida abundante à humanidade. Assim também os discípulos de Jesus são enviados para fazer a vida jorrar por onde passarem. O Pai enviou Jesus por amor à humanidade. O discípulo é também enviado porque Jesus ama a humanidade e quer vê-la livre da maldade e da injustiça. Jesus se mostrou obediente e fiel ao envio recebido, não se deixando levar pela tentação do comodismo. O discípulo é chamado a entregar-se à missão recebida por Jesus, sem reservas, não temendo até mesmo perder a própria vida. Jesus realizou sua tarefa cabalmente, não fugindo das situações conflituosas, onde corria perigo de vida. O discípulo, a exemplo de Jesus, é instado a não trabalhar pela metade e deixar sua tarefa sem ser concluída.
O paralelismo entre o envio de Jesus permite que o envio do discípulo seja cada vez mais profundamente explicitado. Em todo o caso, o exemplo de Jesus está sempre aí para inspirar a ação de quem quer segui-lo. Sobretudo, é preciso praticar seus mandamentos com fidelidade e permanecer firme no seu amor.
Oração
Senhor Jesus, também eu fui enviado como portador de salvação para a humanidade. Que eu permaneça no teu amor e paute minha vida por tua palavra.