Comentário ao Evangelho
(Mateus 10,1-7)
A lista do primeiro grupo de apóstolos, escolhidos entre tantas outras pessoas que seguiam Jesus, indica o caráter pessoal da vocação e da missão do discípulo. Quais terão sido os critérios usados pelo Mestre para escolher seus doze apóstolos? Pergunta difícil de ser respondida. Sem dúvida, não foi porque eram pessoas de excelente caráter e firmes na fé. Nem dotadas de alto cabedal de ciência teológica e versadas nas Escrituras. Tampouco provindas da classe alta da sociedade, que gozava de prestígio. Em suma, no âmbito puramente externo, não é possível reconhecer elementos que justifiquem o chamado de homens incultos, pescadores de profissão, originários de uma região cuja fama não era das melhores, cheios de limitações. Aliás, de Judas Iscariotes se diz, logo de saída, que haveria trair o Mestre. Essa falta de predicados desaconselhariam a escolha feita por Jesus.
Ao longo da história da salvação, Deus serviu-se de meios precários para realizar seu plano. Basta considerar quais foram os grandes personagens da história salvífica, para nos darmos conta de como eram frágeis. Apesar disto, foram instrumentos válidos nas mãos de Deus, pois era ele quem realizava a salvação.
O mesmo se deu com Jesus. O Reino não se difundiria no mundo devido à alta qualificação de seus colaboradores. Como outrora, Deus continuaria a ser o agente principal da salvação.
Oração
Senhor Jesus, eu te agradeço por me teres chamado a colaborar contigo, apesar de minhas limitações e fragilidades.
Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica.
http://www.domtotal.com/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php
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