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REFLEXÃO

terça-feira, 14 de agosto de 2012


"CONHECEIS A JESUS VIVO?"

1. Jesus, sentido da vida de Madre Teresa
O confessor de Madre Tersa, o padre jesuíta Celeste Van Exem, disse dela: «O sentido de toda sua vida é uma pessoa: Jesus». O postulador geral de sua causa de beatificação, depois de ter estudado durante anos sua vida, os escritos e os testemunhos de outros sobre ela, conclui: «Se tenho de dizer, em síntese, por que é elevada à honra dos altares, respondo: por seu amor pessoal a Jesus, que ela viveu de forma tão forte como para considerar-se Sua esposa. A sua vida foi uma vida Jesus-cêntrica».
O testemunho mais significativo a respeito é a carta que Madre Teresa escreveu a toda a família das Missionárias da Caridade durante uma Semana Santa, em 25 de março de 1993. «Uma carta tão pessoal --dizia ao começo-- que quis escrevê-la de meu próprio punho». Nela diz:
«Preocupa-me o pensamento de que alguma de vós ainda não tenha encontrado a Jesus individualmente, tu e Jesus sós. Podemos passar muito tempo na capela, mas vimos com os olhos da alma o amor com o qual Ele nos olha? Conheceis verdadeiramente a Jesus vivo: não dos livros, mas de estar com Ele em vosso coração? Haveis ouvido as palavras de amor que Ele vos dirige?… Nunca abandoneis esse íntimo diário com Jesus como uma pessoa viva e verdadeira, não como uma idéia».
Aqui se vê como Jesus não era para Madre Teresa uma abstração, um conjunto de doutrinas, de dogmas, ou a lembrança de uma pessoa que viveu em outros tempos, mas um Jesus vivo, real, alguém a quem olhar no próprio coração e por quem se deixar olhar. A Madre explica que se até agora não havia falado tão abertamente foi por um sentimento de reserva e para imitar a Maria, que «guardava todas as coisas em seu coração», mas que agora sentia a necessidade, antes de deixá-las, de dizer-lhes qual era para ela o sentido de toda sua obra: «Para mim está claro: tudo nas Missionárias da Caridade existe para saciar (a sede de) Jesus».
À pergunta: «Quem é Jesus para mim?», ela responde com um inspirado leque de títulos: 

«Jesus,
é a Palavra para ser pronunciada .
É a vida para ser vivida.
É o Amor para ser amado.
É a Felicidade para ser compartilhada…
É o Sacrifício para ser oferecido.
É a Paz para ser transmitida.
É o Pão de vida para ser comido…»

'E para nós quem Ele é?'


 2. Fruto do amor é o serviço
Um dos ditos mais conhecidos de Madre Teresa é: «O fruto do amor é o serviço, o fruto do serviço é a paz». As duas coisas --amor por Jesus e serviço pelos mais pobres entre os pobres-- nasceram juntas, como em um único rio de lava na alma de Madre Teresa, no momento de seu segundo chamado, em 10 de setembro de 1946. Dizia a suas filhas: 

«“Tenho sede” e “a mim o fizeste”. Lembrai-vos de unir sempre as duas coisas, o meio com o Fim. Que ninguém separe o que Deus uniu… Nosso carisma é saciar a sede de amor e de almas de Jesus trabalhando pela salvação e santificação dos mais pobres entre os pobres». 

«You-did-it-to-me: A mim o fizeste». Madre Teresa contava estas palavras com os dedos da mão e dizia que era o «Evangelho dos cinco dedos». Para Madre Teresa, Jesus, que está presente na Eucaristia, está presente, de forma distinta mas igualmente real, «no desconcertante disfarce do pobre». A ladainha em honra de Jesus recordada antes continua dizendo sem pausa: 

«Jesus é o Faminto para ser alimentado.
É o Sedento para ser saciado.
É o Desnudo para ser vestido.
É o Desamparado para ser acolhido.
É o Enfermo para ser curado.
É a Pessoa em solidão para ser amada». 
 
3.«Eu estou no meio de vós como o que serve»
E agora a pergunta obrigatória: «que nos diz a nós este aspecto da vida de Madre Teresa? Ela nos recordou que a verdadeira grandeza entre os homens não se mede pelo poder que um exerce, mas pelo serviço que presta: «O que quer chegar a ser grande entre vós, será vosso servidor» (Mt 20, 26).

Ninguém está dispensado de comprometer-se, em alguma forma, ao serviço dos pobres, mas o serviço pode adotar formas diferentes, como múltiplas e distintas são as necessidades do homem.

O que Madre Teresa recorda a todos é que todo serviço cristão, para ser genuíno, deve estar motivado pelo amor a Cristo: «Quanto a nós --dizia o Apóstolo aos Coríntios-- somos vossos servos por Jesus» (2 Cor 4,5).

Pe. Raniero Cantalamessa
Advento 2003 na Casa Pontifícia
Terceira pregação sobre Santidade Cristã

Fonte: http://www.comshalom.org

Um comentário:

  1. Paz e Bem!
    Deus abençoe este trabalho maravilhoso de evangelização, e tenha certeza de que a vida é o primeiro e o mais eficaz meio de anunciar a verdade de que JESUS esta vivo e é o SANTÍSSIMO SACRAMENTO. E anunciar as verdades da IGREJA UNA SANTA CATÓLICA APOSTÓLICA E ROMANA,e também denunciar que nao existe comunhão entre IGREJA CATÓLICA E MAÇONARIA.Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.DEUS abençoe a edição.
    Ir. Eli

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